Rio Grande do Sul / Brasil

 

                  Andréa Borba Pinheiro

 


Desfaço

Desfaço agora, todos os laços que antes nos uniam.
Os papéis, estão todos amassados,
os lábios que antes sorriam,
agora gritam desbocados.

Me desfaço do abraço,
do olhar que me cobria,
do carinho escasso,
que tu me oferecias.

Desfaço as palavras de amor que te lancei,
desfaço o nó que atava nossas almas,
desfaço tudo, pois de você, nada sei,
e vou seguir em frente com calma.

Desfaço as frases de ternura que escrevi,
desfaço os poemas que um dia te dei,
desfaço tudo, pois sou melhor sem ti,
desfaço tudo, pois amor, eu não te amei.

 


Vidas infinitas

Ultimamente,
Ando simplesmente,
Chorando repentinamente,
Por um amor não presente.

Eu não te quero por perto.
Quero muito mais que isso.
Quero poder te proteger todos os dias.
Quero que nosso amor seja algo certo.

Não quero “talvez“... nem “quem sabe“...
Não quero morrer todos os dias por você.
Não é uma maneira digna de usar as vidas que me couberam.
Pois o amor não mata... pelo contrário, o amor ressuscita.

Você sangra por mim e chora por mim.
Eu não sei viver assim.
Machucando, mesmo que sem querer,
A pessoa que me motiva a viver.

Minha vontade é correr,
Para longe de onde estou...
Para perto de você...
Mas adiantaria?

Diga-me, adiantaria?
Morrer internamente todo o dia?
Correr sem te alcançar todo o dia?
Viver sem te ter a toda a eternidade?

O que eu sempre quis,
Era ser tudo que você precisa,
E talvez eu até seja.
Mas onde está você quando eu tento demonstrar?

Onde está o seu amor?
Onde está o seu carinho?
Onde está o seu rosto?
Os seus lábios e o seu corpo?

Eu vou embora.
Pois já está na hora de viver.

 


Fique

Fique do meu lado para sempre,
não levante dos meus braços,
fique aqui comigo, quente,
sem embaraços.

Fique ao alcance da minha visão,
não me abandone,
mantenha sempre a razão,
me surpreenda, mostre que você é bem homem!

Fique por perto,
não fuja,
não minta,
não corra.

Fique me abraçando aqui,
e que o mundo exploda na cidade.
Que carros se choquem e chova canivetes.
A única coisa que importa, é a nossa mocidade.

Nunca ameace dizendo:
-Vou embora.
Porque aí sim,
eu embrabeço e, saio porta afora.

Mas, se realmente, não quiser ficar,
me leve junto.

 


Andréa Borba Pinheiro
E-mail: andrea_himura@hotmail.com
Perfil: Sou amante da música e de poesias, toco violão e guitarra, gosto muito de escrever e tenho 13 anos.
Cidade: Santa Maria
Estado: Rio Grande do Sul
País: Brasil

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