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Simone
Borba Pinheiro
Vamos salvar a Amazônia
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No coração
do mundo,
nas profundezas do centro da terra,
emerge o mais precioso dos tesouros:
Uma floresta Encantada!...
Os espíritos da floresta, à noite,
entoam hinos de louvor à sua existência.
A mata verdejante e misteriosa,
derrama lágrimas peroladas quando ceifada.
Aves assustadas tingem o céu
de negro.
Jacarés e vitórias-régias formam lindos
tapetes aquáticos.
E o povo que ali habita, pede socorro,
bordando anéis de fumaça no céu da mata.
Pois a floresta aos poucos, vai desencantando,
perdendo o brilho, a cor, a vida...
O homem mau abriu caminho floresta adentro
empunhando nas mãos a mortal arma
de lâminas frias e afiadas,
matando a vida na Floresta encantada.
Os seres da floresta pedem socorro.
Vamos salvar a Amazônia
da derrubada indiscriminada da mata,
da matança descabida e gananciosa
dos animais que ali habitam,
das doenças do povo da floresta
que indefesos tombam sem auxílio.
Rios e igarapés choram lágrimas
poluídas.
É a morte chegando lentamente
ao coração verde do planeta...
Uní-vos com braços fortes,
em brados retumbantes...
Vamos salvar a Amazônia,
a Floresta Encantada.
Data: 14/ 01/ 03
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Chibata, chicote e açoite
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Marcados a ferro
e fogo
na pele lisa, brilhante,
narrando a história de um povo
que soube seguir adiante,
matando no peito as injustiças
sofridas de boca calada,
salgando as costas feridas
dos açoites, das chibatadas.
Negro da cor da noite,
em senzala, acorrentado,
nascido de negra bonita,
pelo branco, maltratada.
Com altivez e coragem
próprias, de quem sofreu,
carrega nas costas largas
as dores todas do mundo,
sem que por um segundo
se ouça um gemido de dor.
Negro, foi o destino
cruel e traiçoeiro,
deste povo guerreiro
que mesmo se curvando
às regras da Casa Grande,
manteve no peito, acesa,
a chama da esperança,
e como qualquer criança,
não desistiu de lutar.
O patrão branco, recatado,
devoto de desconfiar,
era pai de muito negro,
com lágrimas derramadas
em noites de amedrontar.
Mas, negro nascido em senzala,
não podia dizer não,
cavava a própria vala
chamando de pai o patrão.
Negro, domado a castigo,
trazia desde o berço,
as amarras do destino
traduzido em
chibata, chicote e açoite!...
Data: 19/09/03
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Na boca da noite
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Quando entra a madrugada
escura e fria,
uma nova porta se abre
para um mundo obscuro e duvidoso,
de frequentadores perdidos no seu próprio eu.
São ratos da noite
que preenchem a escuridão
com seus dons malígnos,
rastejando no esgoto da maldade,
poluindo o ar com suas ervas malditas,
ceifando vidas vazias,
já sem esperanças,
roubando o ar e a alegria
sugando o sangue
de vidas alheias,
como vampiros sedentos
de ódio e comiseração.
Ratos da noite, nojentos, rastejantes,
disseminando ódio, drogas,
roubo e prostituição,
algemas do mundo,
num tempo de dor e lágrimas,
derramadas no planeta.
Seres pérfidos, algozes
que vivem e sobrevivem
da boca da noite,
que abre suas portas
acenando com um sorriso sedutor
como serpente pronta
para dar o bote fatal.
Fique atento!
Não se deixe seduzir
pelas armadilhas da boca da noite!
Data: 19/09/03
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Nome: Simone Borba Pinheiro
Email: sbp@brturbo.com
Breve Perfil: Brasileira, Casada, 42 anos,
Professora de Educação Física.
Sou amante das artes em geral.
Acredito que a poesia é a nobre arte de expressar os sentimentos
da alma.
Cidade: Santa Maria
Estado: Rio Grande do sul
País: Brasil
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