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Radi Oliveira


a autora?

entrevista


poemas*(em construção)

prosa*(em construção)

Sobre obra poética/fortuna crítica*(em construção)

contato: radi_oliveira@yahoo.com.br






RADI OLIVEIRA, baiana de Santo Amaro da Purificação, ativista de movimentos populares e grêmios estudantis. Tem atuado como atriz e cantora de trilhas, performances, saraus. Em 2000, representou Diadema no projeto 'ponto.com.' do SESC São Caetano. Obras poéticas de sua autoria e de outros escritores têm sido musicadas e interpretadas pela escritora. "Amor? Pai; filhos dos homens. Momento mais feliz? Atual e... todo o processo, desde 1999 no Centro Cultural Inamar: o caminho, a busca. Felicidade? Uma definição'. Infelicidade?' [risos]'... quero ver o que isso vai dar: Um leito de partituras...'. "Comecei a escrever na escola. 14 anos. Cartas para amigas de Minas e Cecília Meireles".
Coordenadora de Prod. Musical "Grupo Palavreiros" e integrante da banda “Grupo Formigueiro”

Formigueiro – Estrofe & Coro
http://www.palavreiros.org/formigueiro_estrofe_e_coro.html
(fotos/comentários)
Fruto da parceria lítero-musical entre o Grupo Palavreiros & a Banda Grupo Formigueiro, o espetáculo Formigueiro flutua sem esforço no universo poético e musical.

Poesias são declamadas e cantadas, desde o Caos Urbano, entre lamentos, campos de guerra, até as secas.
Formigueiro cifra poemas em ritmos múltiplos e marcantes: é poesia-maracatu, poesia-ciranda, poesia-rock, poesia-blues e etc...

Apresentações: Universidade Metodista de São Paulo - Campus Rudge Ramos, <27/03/2003> nas atividades programada da disciplina Ética e Cidadania e Sesc Santo André <10/04/2003>(A poesia por ela mesma - Programação sócio-cultural iniciada em 14 de março, em homenagem ao Dia da Poesia. Exposição que enfoca a metalinguagem. Na lista das atrações estiveram Alice Ruiz, Clarice Abujamra, William Amaral, Wanda Stefânia, Jorge Mautner, Cia As Graças, Lirinha, Arnaldo Antunes e Antônio Abujamra.

 




Selo
                          Radi Oliveira

no ermo das sombras
via carpir com pena
a pena esquecida
sobre a lousa
tingida de albor

plantou
derradeira estrela
brilho doce
e
em minha boca
o beijo de eras
olhos pardos
soturnos
surdinas nos lábios

e
toda face em reza
na barra das páginas o passamento dos dias
não ganhará mais nenhuma vírgula.


Roceiro
                          Radi Oliveira

pela janela do meu rosto
céu carrega meu desejo
terra nua quente
boca abre
pede beijos
céu aperta no peito
nuvens caem
como lágrimas
terra sobe
desabafada
fecho os olhos
terço-semente
sorrindo verde
joelhos vestidos de terra
embriagada.


Exílio
                          Radi Oliveira

me protejo
me exilo
no quarto
salvador dali na parede
o violão enforcado
lembranças trancafiadas
entre molduras
no criado
mudo
livro de murilo
tudo dentro
da retina morta
nos olhos do menino.

Antologia "Tempos Perplexos" realização do Departamento de Cultura de Diadema.
Concepção, seleção, organização: Beth Brait Alvim



Papo de Poeta, por Beth Brait Alvim

Entrevistando Radi Oliveira

1- Claro: nome, idade, nascimento, seu maior gosto... e desgosto...
Resp.) Radi não é meu apelido como muitos pensam, foi obra da criatividade e simplicidade do meu pai. Idade? – Já não consigo contar sem que sobrem dedos. Nascimento? – Abril, dia de áries, rosada tarde de um ano de golpe, poética Bahia, cidadezinha Santo Amaro da Purificação. Maior gosto? – Criar. Desgosto – São muitos, o importante é não engolir.

2- Hoje: tempos de quê?
Resp.) Tempos de tudo.

3- Amanhã: tempos pra quê?
Resp.) Tempos pra começar.

4- Poesia, desde quando, como e por quê?
Resp.) Poesia, nas redações, nas cartas, (sem saber) depois Drummond, Cecília, e finalmente o olhar de uma cigarra loura.

5- Maiores êxtases poéticos, se já os teve... Conte estória(s)...
Resp.) Êxtases poéticos; vem ao escrever seu nome no final das linhas. “O prazer cumprido”.

6- Um desafio: O “estado e a cultura”. Como andam? Quais relações deveriam ou não ter entre si?
Resp.) “estado e a cultura”. Como andam? – Cada um no seu galho, ou melhor o estado não anda. Uma coisa é certa, a “cultura” deveria ocupar matéria na educação. Há uma carência de arte de desenvolvimento artístico cultural na educação brasileira. E o que me alegra é ver colegas de aula, completos, libertos... pela arte. E a falta de incentivos é o retrato da doença nacional, que atinge diversas áreas básicas da sobrevivência de um povo rico em criatividade e inteligência e garra.

7- Enfim, Radi o que é cultura, pra você?
Resp.) É pão..., liberdade de ser, criador, cantor, pintor, leitor, telespectador – escolhas mil.

8- E os Palavreiros, qual o significado que eles têm, no seu ponto de vista?
Resp.) Palavreiros – mensageiros. Amantes da literatura, versos ativos...

“É sempre bom ter oportunidade, agradeço o convite e o espaço biográfico e principalmente a você visitante, que é nosso querido alvo.

Fica aqui, também um grito: A educação não é uma utopia. É uma obrigação.

Falo de educação não só como uma produtora de literatura, mas como um vítima do estado doente em que se encontra a escola pública do meu Brasil querido. E com o mesmo grito, dedico a fala sobre o monopólio do poder em suas representatividades”.

"Há outra vida
para onde vou
fora do comum
de tudo

Amém"


Radi Oliveira
(Coordenadora de Prod. Musical "Grupo Palavreiros")

Obrigada, um beijo querida, e a todos os poetas e amigos que convivem conosco, virtual ou fisicamente.

Beth Brait Alvim
(Conselho Editorial/Colaboradora "Grupo Palavreiros")

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