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Pássaros noturnos
Sobrevoam um tornado
De veias cobertas por ferrugem
Seu canto é ouvido
Em declínio com a imaginação
A imagem afeiçoa-se ao espírito
Asas emplumadas de terra escura
Cultivam flores mortas
Cultuando mortos de
Sementes mortas
Voam para o crematório
Ordinário do tempo
Não migram, nadam
No ar frio da madrugada
E o que sabem os pássaros
A respeito dos homens?
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