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Juan
Carlos Rodriguez Latorre
estático
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o peso das torres
do tempo
enferruja a
memória.
atemporal
modifica
enlouquece
as marés
estendo minhas
mãos de espuma
acaricio cintura
litoral
suave
vejo com profunda
e arcaica boca negra
mortos
vomito valentes e eróticos piratas
ossos verdes de outras
eras
moedas de ouro espadas galões
a mãe de todos os
peixes.
e
em mim brincam sempre
cinco
sereias
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porque
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porque sou feito de cobre e terra
e nasci com uma
vermelha primavera
atravessada na garganta
me acompanha o antigo
rito do índio universal
em meu caminho
invertido
caminham todos os seres
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"Latino -América me chama. Recolheu-me
em seus poéticos braços aos dezessete dias de um outubro
vermelho de 1954. Viajando nas primaveras de Neruda, de Rilke, Federico
Garcia Lorca, Gabriela Mistral, Gabriel García Márquez,
Nicolas Guillén, Sabato, Vargas Llosa, Borges, Eduardo Galeano,
Nicanor e Violeta Parra, Pessoa, Veliz, João Cabral de Melo
Neto, continua na luta da poética latino-americana". Juan
Latorre tem poemas publicados na antologia Tempos Perplexos (2000),
é membro do Grupo Palavreiros e, em 2004, passa a mediar o
Núcleo Livre de Estudos Latino-Americanos de Diadema. |
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