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A faca que fere a
fúria dos mutilados
nas preces, nas romarias, mãos vazias,
joelhos cortados, e pés calejados esperam
a bênção
Arcanjos libertos de suas masmorras
saem
em busca de bordéis, algo para curar a sede
do peso da cruz
Nobre metal, pedaços de céu,
a fé que se
espera é a fé que se arranca no tranco e
barranco da iluminação, da televisão,
da involução do capital de giro em expansão.
(poema
musicado)
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