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Bate o vento
derrubando a folhagem
do antigo pinheiro
morto no coração do quintal.
Chora um passarinho amarelo,
dizendo assim:
Bem- te- vi, bem- te- vi,
Bem- te- vi no ouvido de
um galho seco.
Arrastando-se pelos telhados
Um miúdo raio de sol
- Vem ver!
As rugas cinzas,
os frutos pecos, as pipas
penduradas no esqueleto.
Um pinheiro estóico
ao
tempo.
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