Reginaldo Silveira
Azara
fogo luz explosão de energia corrói queima lentamente antropofagia último grito
sufocado n'alma a prece singela sussurrada nos calabouços
a carne um domingo de páscoa
Eu mendigo
eu mendigo de minha própria alma distancio de meu corpo pedra esfacelada pelo vento oente lentamente
como o sangue que suga o morcego
ando por vielas escuras descarnado descarado