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Insufla-me,
anima
O grito tribal,
sopro nas velas
de minha embarcação.
Num profundo mar
ancora meu coração,
A morte,
O inflexível mineral.
Capitão de minha vida,
perdeste o rumo,
meus ossos quebrados
na escarpa dura.
Entreguei-me como um
monstro desconhecido ao léu,
engoliste-me nos redemoinhos
de tuas desventuras e glórias.
No claustro ao qual me condenas
minha porção de água,
deleito-me, deslizando
pelas rochas do leito em que me deitas.
Lancei-me em fúria
rumo ao oceano de teu braços,
até que a cíclica e inexorável natureza,
não mãe, mas madrasta de fatalidade,
sepultou-me sob um canteiro de clamores
na estiagem severa de um ermo.
Mas o grito ecoa,
estremecendo a terra,
trincando as muralhas
da memória, do destino e do tempo
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